Hoje 25 de maio de
2012 comemora se mais um dia dedicado a África
Nossa Mãe Negra. No presente, talvez nossa maior utopia seja acabar com as
dores produzidas pela falta material em um mundo sem direitos para a maioria,
enquanto uns esbanjam os recursos de todos.
A África e o Brasil já se uniram na dor da escravidão, na
fusão de culturas, crenças e modos de vida. Hoje podem se unir na produção de
conhecimentos e tecnologias que
interesse aos dois lados do Atlântico. Não existe um documento de
barbárie que não seja também um documento de cultura, ensinou Walter Benjamin.
Misturamos.
Quando um grande evento esportivo como a copa do mundo de
futebol ou uma Olimpíada acontece, é comum conhecermos a história, a cultura, a
geografia do local que sediará esse evento. A África (continente), apesar de ter grande
influência no contexto histórico do Brasil e do mundo, geralmente é pouco
conhecida e estudada. Observando esse certo descaso e levando em consideração a
relevância histórico-cultural da África para com outros continentes, em
especial o nosso, no dia 9 de janeiro de 2003, foi aprovada a Lei nº 10.639,
tornando obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileiras nos níveis
fundamental e médio. Mas nossa ambição é a polifonia do saber com os recursos
que pudermos, no mar da vida e da Internet. Pra plantar e produzir nova
cultura, como diz o MST.
Não podemos falar da mistura entre África e Brasil sem falar nas religião e cultos as divindades
africanas que vieram para o nosso país junto com os escravos.
Os negros trazidos da África na condição de escravo,
geralmente eram imediatamente batizados e obrigados a seguir o Catolicismo. A
conversão era apenas superficial e as religiões de origem africana conseguiram
permanecer, geralmente através de prática secreta. Algumas Religiões Afro-Brasileiras
ainda mantém quase que totalmente as suas raízes africanas, como é o caso do Candomblé e Xangô do Nordeste, se formaram através do sincretismo religioso e
outras como o Batuque, Xambá, Tambor de
Minas e Umbanda.
Principalmente na Bahia
onde o candomblé é muito comum, a presença das religiões africanas no Brasil é
uma consequência do negócio escravo. Os escravos usados nos engenhos eram
desembarcados principalmente na Bahia e em Pernambuco. Nos engenhos e nas minas
havia manifestações da religião dos orixás. Nestas cerimônias, os negros faziam
sacrifícios ou saudações aos orixás. Estas manifestações só não eram proibidas
porque os portugueses achavam que essas danças e festas eram apenas
divertimento dos negros. Se os portugueses soubessem que essas festas faziam
parte da religião dos negros seriam proibidas porque os escravos deveriam ser
catequizados.
Um orixá seria um ser divino disfarçado de pessoa, com
sua própria personalidade, uma bem diferente da outra. E ele, quando vivo teria
poder sobre certas forças da natureza e algumas atividades com a pesca. Esse
poder, depois que ele morre, se transmite por um momento para seu descendente,
durante um transe. Essa religião foi trazida pelos escravos e agora faz parte
da cultura de lugares como a Bahia e Pernambuco se espalhando também por vários
outros estados do Brasil.
A África é um continente castigado pela pobreza, miséria,
doenças e preconceito. Essa condição de subdesenvolvimento e atraso é
resultante da intensa exploração feita por vários países, principalmente
europeus. Um continente denominado berço da humanidade, pois nele se
desenvolveram as primeiras formas de vida humana, que numa contrariedade foi
alvo da escravidão desumana daqueles que se consideravam superiores.
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| Países do continente africano |
Colonizados por povos europeus, os africanos foram
arrancados do seu meio social e disseminados em campos de trabalho árduo e de
servidão. Haviam de fazer tudo, sem receber nada, e o pior, eram obrigados a
conviver distante de suas famílias, que provavelmente jamais retornariam a
encontrar.
Apesar das dificuldades, os negros que se tornaram livres
se juntaram para constituírem um novo grupo, para se fortalecerem e, juntos
superarem as adversidades. Dessa forma, suas culturas se misturavam e davam
origem a uma nova.
No Brasil é muito forte a influência africana. Ela pode
ser observada em vários aspectos e em diversos campos, como na religião, nas
festividades, na culinária etc. Em contrapartida, o negro que tanto contribuiu e
contribui para a formação da nossa identidade nacional e cultural ainda é
vítima de preconceito racial.
Referencia: Remexendo O Passado















Religisos de matrizes africanas, em missa de 2010








